Ela ainda acha que vem mais coisa por ai. Acabou, fato. Mas os aprendizados deste vácuo não se esgotam. E que podem trazer coisas belas, feitios belos.
A amiga diz, com ar de professora, que isto é normal. Mas esta não tem idéia da profundidade das transformações que a outra esta sentindo.
A protagonista resolve, tenta, se descabela através de surtos de organização e desorganização. Todas da troupe estão passando por momentos transformadores, cada uma em seu estilo. Os olhares se tornam mais profundos e maduros. Os ares de menina vão se dissipando e se escondendo aos poucos para darem o ar de sua graça em apenas situações um pouco mais extremas.
Parece que tudo está perdido e ao mesmo tempo achado. Elas vão se unindo e nutrindo e engordando definições e conceitos. Aprende a dizer não. A outra luta e raramente consegue se impor, apesar de ter fibra até falar chega dentro de si. E que por um lado sabe da dureza desta fibra, e se assusta então com os efeitos que estas podem provocar.
E foda-se? "o foda-se é de cada um" como já diz a velha. E ela, mais linda do que nunca, boazuda e bunduda, a auto-estima nem sempre acompanha. Dá vontade, em alguns momentos, de ter um lança-chamas em sua bolsa fashion só para pulverizar qualquer "ennui" que esteja em sua frente.
E aí falam-se em fé, e a menina enche os olhos e se vê no amanhã cheia de certeza e independência. Desvendando os segredos da vida, passando pelas dificuldades sorrateiras e as grandes. E o presente, aqui, cutucando seu nariz, causando muitas vezes alergias e rinites e o cabelo que enrola na hora errada. Problemitchos que viram problemões e também o mundo que se torna pequeno por instantes, e isto é lindo.
A menina pisa com cada vez mais certeza e força, sente mais sua essência tocando sua superfície interna, com algumas pausas, e tenta entender o que se passa com os outros e coisos que estão girando e funcionando. Afinal, é tudo complexo, tudo depende, e cada um é cada um. Engraçado, porquê tem sempre alguém que vira e diz, "RELAXA, nada é por acaso".
Doideira né? Eu acho que é verdade.

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